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As três estrelas da Argentina — de Kempes a Maradona e Messi

Três títulos mundiais, três gerações de gênios. Como a Albiceleste construiu uma dinastia em torno de camisas 10 totêmicas.

ES Especiais · · Leitura de 2 min

A Argentina é uma das apenas oito nações a erguerem a Copa do Mundo da FIFA, e uma das ainda mais raras a fazerem isso mais de duas vezes. Três títulos — 1978, 1986 e 2022 — costurados ao longo de cinco décadas, cada um deles girando em torno de um gênio vestindo a camisa 10.

1978 — A taça em casa

A primeira veio em solo argentino. O técnico César Luis Menotti montou um time em torno de Mario Kempes, o atacante cabeludo do Valencia que terminaria o torneio como artilheiro e marcaria duas vezes na final contra a Holanda, vencida por 3 a 1 no Monumental de Buenos Aires. Foi uma Copa disputada sob a sombra da turbulência política, mas dentro de campo serviu para estabelecer a Argentina como uma potência capaz de bater qualquer seleção do mundo.

1986 — A Copa de Maradona

Oito anos depois veio aquela que muitos ainda chamam de maior atuação individual da história das Copas do Mundo. Diego Armando Maradona, com 25 anos, carregou a Argentina pelo México 86 praticamente sozinho. Os dois gols contra a Inglaterra nas quartas de final — a “Mão de Deus” e o drible de 60 metros passando por cinco zagueiros — entraram para a mitologia do futebol. Maradona também deu a assistência para Jorge Burruchaga marcar o gol do título na final contra a Alemanha Ocidental, num 3 a 2 no Azteca. Menotti já tinha saído; quem comandava agora era Carlos Bilardo, mas a Copa pertenceu a um único jogador.

2022 — Messi completa a história

A Argentina esperou 36 anos pela terceira taça. Lionel Messi já havia ganhado sete Bolas de Ouro quando levantou o troféu no Catar, mas a seleção sempre foi a única linha do currículo que ainda parecia incompleta. O técnico Lionel Scaloni — jovem, sem experiência no topo quando assumiu em 2018 — construiu um elenco que combinava a liberdade do Messi no fim da carreira com a marcação incansável de Rodrigo De Paul e os gols de Julián Álvarez. A final contra a França, um 3 a 3 decidido nos pênaltis, é amplamente considerada uma das melhores partidas já jogadas. Messi marcou duas vezes, deu mais assistências e, enfim, fechou a coleção.

O que esperar em 2026

Messi, agora com 38 anos, já disse que 2026 provavelmente será sua última Copa. O núcleo do elenco de 2022 — De Paul, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister, Álvarez — está intacto e na maior parte em seu auge. Se a Argentina defender o título com sucesso, será a primeira seleção sul-americana a conseguir isso desde o Brasil de 1962. O peso dessa história, e da camisa, será carregado pelo mesmo homem que o carregou no Catar.

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