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As cinco estrelas do Brasil — a única seleção presente em todas as Copas

Cinco taças, cinco décadas de jogo bonito. Do garoto Pelé à redenção de Ronaldo, o peso da camisa amarela.

ES Especiais · · Leitura de 2 min

O Brasil é o único país a ter disputado todas as Copas do Mundo da FIFA — 22 edições e contando — e o único a tê-la vencido cinco vezes. A camisa canarinho, usada em quatro continentes, virou sinônimo de uma ideia muito específica sobre como o futebol deve ser jogado.

1958 — Um garoto de 17 anos chamado Edson

O primeiro título do Brasil veio na Suécia, e é lembrado, sobretudo, por um adolescente que mal havia jogado na Europa. Pelé — Edson Arantes do Nascimento — marcou um hat-trick na semifinal contra a França e mais dois na final, vencida por 5 a 2 sobre os donos da casa. Ao lado dele, Garrincha, o ponta de pernas tortas, aterrorizou as defesas do início ao fim. Foi a primeira Copa do Mundo televisionada em larga escala na Europa, e o futebol, de repente, passou a parecer um esporte diferente.

1962 e 1970 — As duas pontas de Pelé

O Brasil manteve a taça no Chile, em 1962, com Garrincha carregando a seleção depois que Pelé se lesionou na fase de grupos. Oito anos depois, no México de 1970, veio o time que boa parte dos historiadores ainda classifica como o melhor de todos os tempos: Pelé, Tostão, Gérson, Rivellino, Jairzinho, Carlos Alberto. A final, vencida por 4 a 1 sobre a Itália, terminou com o gol do lateral Carlos Alberto chegando em velocidade pela direita, muitas vezes eleito o mais bonito gol coletivo da história das Copas.

1994 — Acaba a longa espera

Vinte e quatro anos se passaram até a quarta estrela. Nos Estados Unidos, em 1994, Romário e Bebeto formaram uma das duplas de ataque mais afiadas da década, e o técnico Carlos Alberto Parreira montou um time pragmático que venceu a final contra a Itália nos pênaltis, no Rose Bowl — a primeira final de Copa decidida nas cobranças. Foi também a primeira Copa do Mundo disputada nos Estados Unidos, uma espécie de ensaio para 2026.

2002 — A redenção de Ronaldo

Quatro anos depois de apagar na final de 1998 em circunstâncias até hoje misteriosas, Ronaldo Nazário voltou de dois anos de lesões no joelho para marcar oito gols na Copa da Coreia do Sul e Japão, incluindo os dois na final contra a Alemanha. O técnico Luiz Felipe Scolari ainda tinha Rivaldo e um Ronaldinho de 22 anos no elenco — três vencedores da Bola de Ouro no mesmo onze titular. A coroa consolidou a marca histórica de cinco estrelas.

24 anos e contando

O Brasil não vence uma Copa do Mundo desde 2002 — o mais longo jejum de sua história. A Copa de 2014, em casa, terminou na famigerada goleada por 7 a 1 da Alemanha na semifinal; 2018 e 2022 pararam nas quartas. Em 2026, sob o comando do técnico Dorival Júnior, uma nova geração liderada por Vinícius Júnior e Rodrygo tentará encerrar a espera. A pressão da quinta estrela andou silenciosa desde Yokohama, mas, em 2026, vai voltar a gritar.

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