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As quatro estrelas da Alemanha — a máquina de torneios

Quatro títulos, oito finais, uma seleção construída para chegar ao pico em julho. Como a Alemanha se tornou a vencedora mais confiável do futebol.

ES Especiais · · Leitura de 2 min

Nenhuma seleção disputou mais finais de Copa do Mundo do que a Alemanha (oito), e apenas duas — Brasil e Itália — venceram mais vezes. Quatro estrelas repousam sobre o escudo da Nationalmannschaft: 1954, 1974, 1990, 2014. Cada uma foi conquistada em uma era diferente, com uma filosofia diferente, e cada uma mudou algo na forma como o jogo era praticado.

1954 — O Milagre de Berna

A primeira final da Alemanha Ocidental foi a virada por 3 a 2 sobre uma Hungria considerada invencível — os “Magiares Mágicos” de Ferenc Puskás, invictos havia 32 jogos. A Alemanha estava perdendo por 2 a 0 aos oito minutos. Helmut Rahn marcou duas vezes no segundo tempo, com o gol da vitória saindo a seis minutos do fim. A narração “Tor! Tor! Tor! Tor!” entrou para a memória nacional; o título é frequentemente creditado por ajudar uma Alemanha destroçada no pós-guerra a recuperar a confiança.

1974 — Beckenbauer ergue a taça em casa

Vinte anos depois, a Alemanha Ocidental venceu em solo próprio. Franz Beckenbauer — “Der Kaiser” — foi capitão e praticamente reinventou o papel de líbero como um zagueiro com saída de bola e vocação ofensiva. Gerd Müller marcou o gol da vitória sobre a Holanda na final de Munique. Foi o primeiro troféu no formato atual, sucessor da Jules Rimet, e Beckenbauer ainda venceria mais uma vez, já como treinador, em 1990.

1990 — Beckenbauer, o técnico

Na Itália, Beckenbauer se tornou o segundo homem da história (depois do brasileiro Mário Zagallo) a conquistar a Copa do Mundo como jogador e como técnico. O pênalti de Andreas Brehme decidiu uma final apertada por 1 a 0 contra a Argentina de Diego Maradona — a imagem espelhada da decisão de 1986, quatro anos antes. A Alemanha se reunificaria no fim daquele ano, e o time que jogou como Alemanha Ocidental naquele verão foi o último a carregar esse nome.

2014 — Götze, vindo do banco, na prorrogação

A quarta estrela veio no Brasil, e o caminho até ela passou pela semifinal de 7 a 1 em Belo Horizonte, que partiu o coração dos anfitriões. Na final, o técnico Joachim Löw colocou Mario Götze no segundo tempo e lhe disse: “Mostre ao mundo que você é melhor que o Messi”. Faltando sete minutos para o fim da prorrogação, Götze dominou no peito um cruzamento de André Schürrle e bateu de voleio, sem deixar cair, para superar Sergio Romero. A Alemanha tinha sua quarta estrela.

O colapso de 2018, e 2026

A Alemanha não vence uma partida de mata-mata em Copa do Mundo desde aquela final de 2014. Caiu na fase de grupos em 2018 e em 2022 — as primeiras eliminações consecutivas ainda na primeira fase em sua história. Em 2026, sob o comando do técnico Julian Nagelsmann, a reconstrução iniciada na Eurocopa 2024 — onde a Alemanha chegou às quartas jogando em casa — terá seu teste de verdade. Jamal Musiala, Florian Wirtz e Kai Havertz são a geração incumbida de carregar o peso das quatro estrelas.

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